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O Coordenador de Extensão da FEELT, Prof. Diego Piau, publica o artigo: "Engenharia e Território: A Extensão Universitária como Condição Formativa na Graduação em Engenharia no Brasil."

Artigo publicado na Revista de Ensino de Engenharia em parceria com o Prof. Helder Eterno (UFU) e Profª. Valéria Cristina (UFJM).
por Lorenna Aparecida da Silva Blanco
Publicado: 11/09/2026 - 14:30
Última modificação: 11/09/2026 - 16:41

Este  artigo  examina  a  relação  entre  a  formação  em  Engenharia  no  Brasil  e  a  extensão universitária  como  componente  curricular  obrigatório,  a  partir  das  Diretrizes  Curriculares  Nacionais  de 2019 (Resolução CNE/CES n. 2/2019) (Brasil, 2019) e da Meta 12.7 do Plano Nacional de Educação (Lei n. 13.005/2014) (Brasil, 2014). A análise parte dos dados do Censo da Educação Superior 2024, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 2025), e das estatísticas específicaspara  as  engenharias  produzidas  pelo  Sindicato  dos  Engenheiros  no  Estado  de  São  Paulo (SEESP, 2024). São discutidos o quadro histórico da formação engenheira no país, as tipologias de cursos registradas no sistema e-MEC(Brasil, 2017), os dados de evasão e os limites estruturais que comprometem a  qualidade  da  formação.  O  artigo  propõe  um  mapeamento  regional  das  demandas  territoriais  com potencial extensionista e discute os fundamentos que distinguem a extensão universitária da prestação de  serviços  técnicos,  com  base  na  Política  Nacional  de  Extensão  Universitária  do  FORPROEX  (2012).  O referencial  teórico  mobiliza  Paulo  Freire  (1977;  1987),  Boaventura  de  Sousa  Santos  (2004;  2007)  e  as Diretrizes  para  a  Extensão  na  EducaçãoSuperior  Brasileira  (Resolução  CNE  n.  7/2018)  (Brasil,  2018).  O trabalho contribui para a área de Ensino de Engenharia ao articular dados quantitativos recentes a uma fundamentação  pedagógica  que  orienta  a curricularização  da  extensão  além  de  seu  cumprimento burocrático.

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